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Saúde em crise: Prefeitura de José de Freitas não quer Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do governo federal

Matéria publicada em, 15 de outubro de 2013

upaO município de José de Freitas-PI não terá a implantação de uma UPA – Unidade de Pronto Atendimento, para atender a população da cidade porque a prefeitura não quer essa unidade.

Segundo informações extraoficiais, a prefeitura não quis a implantação da UPA porque não teria recursos para mantê-la em funcionamento, uma vez que os recursos para sua construção e aquisição de móveis e equipamentos são oriundos do governo federal, porém a manutenção mensal e a contratação de pessoal ficariam por conta da prefeitura.

O município de José de Freitas foi um dos habilitados pelo Ministério da Saúde para receber os recursos na ordem de R$ 2.200.000,00 (dois milhões e duzentos mil reais) para construção da UPA 24h, para atendimento médico 24 horas de até 150 pacientes com 2 médicos por plantão e com um número de 7 leitos para observação.

Meses atrás, a Secretaria Municipal de Saúde de José de Freitas divulgou a aquisição dessa UPA como sendo uma grande obra de saúde pública, o que gerou enormes expectativas positivas perante a população josedefreitense.

Hoje, o que se sabe é que a UPA 24h não contemplará mais a população do município. O próprio Diretor do Hospital Nossa Senhora do Livramento, Dr. Marlúcio, diz que esta obra é inviável e que a prefeitura não tem capacidade financeira para assumir o custeio parcial da referida unidade de saúde.

Segundo Dr. Marlúcio, em uma reunião na Secretaria Estadual de Saúde do Piauí – SESAPI, da qual participara, a própria SESAPI reconhecia não ser viável a implantação da UPA em José de Freitas pelos seguintes motivos:

1º- A UPA só poderia ser implantada em cidades com mais de 50 mil habitantes, o que não é o caso de José de Freitas. O município teria, então, que fazer consórcio com o vizinho município de Cabeceiras-PI, porém este não teve interesse;

2º- O custeio mensal repassado pelo Ministério da Saúde, que seria de 100 mil reais, não seria suficiente para arcar sequer com as despesas de pagamento da equipe médica, que seriam 14 médicos, 2 por dia, exigência do MS;

3º- Não há médicos disponíveis no atual momento para contratação. Todas as UPAS já construídas no estado do Piauí, estão sem funcionamento por estes mesmos motivos.

Segundo o diretor do HNSL, Dr. Marlúcio, o município de José de Freitas mal consegue manter o Hospital injetando em média 200 mil reais mensais, e não teria, portanto como manter uma UPA apenas com estes recursos do Ministério da Saúde.

A UPA de José de Freitas é uma emenda parlamentar individual do deputado Assis Carvalho (PT-PI).

Da Redação


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