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INTENSIDADE

Matéria publicada em, 14 de setembro de 2011

Soa algo muito, grande

Difícil de mensurá-la

Talvez impossível.

É fruto do sentimento

Profundo, descontrolado

Por vezes, indefinível.

 

Nasce, corrompe, não morre

Vive nas entranhas obscuras

Do prazer individual.

Chega, abalroa e permanece

Forte, sagaz e entontece

Sem paralelo, sem igual.

 

Mas como exprimir, ser fiel

À sensação tão impertinente

Ardente, controladora,

Sem envolver tantos ais

Abrigando dentro de si

Tal inspiração dominadora?

 

Assim que se manifesta

É certeira, sem volta

Viaja a mundos surreais.

Abre portas sem chaves

Penetra no âmago dos seres

Sem se conter mais.

 

É incompreendida, admirada

Abala todas as estruturas

Desequilibra o eixo central.

É temida, mais é vivida

Move quaisquer mundos

Quiçá o motriz universal.

 

O impulso é fiel companheiro

Incessante, ávido, provocante

Enaltece a todo o momento.

Não descansa, surge e cria

Rabisca, desenha e pinta

Borda na alma o acalento.

 

Intensidade nas formas, traços

Nos trejeitos, nos laços

Muito mais nas divagações.

Nas idas e vindas, nas trocas

No tilintar das lindas taças

Que arrebata as emoções.

 

Uma força que quase mata

Maltrata, faz fugir, sorrir

Chorar e voltar ao ser.

Numa infinitude de manhas

Artimanhas que inebriam

Cintilando cada amanhecer.

 

 

Adriana Furtado Farias

Teresina (PI) 07/09/11.


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