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Governo Wilson Martins é desafiado a elevar o IDEB do estado de 3,0 para 3,5

Matéria publicada em, 9 de julho de 2011

Educação no Brasil é cada vez mais e mais a bola da vez. É que a volta do crescimento do país coloca na agenda nacional a necessidade urgente de ampliar o tempo de permanencia dos jovens nas escolas formais e, sobretudo, no ensino profissionalizante.

O governo federal ao implantar exames periódicos do ensino fundamental, médio e superior começa a fazer sua parte para forçar o Brasil sair da condição de subdesenvolvido na área educacional.

Hoje o maior desafio da União é dobrar os investimentos na educação de 5% para 10% do PIB. Expandir ainda mais a qualificação e remuneração dos trabalhadores e do ensino profissionalizante. Construir uma escola mais democratica, transparente e participativa do ponto de vista da aplicação dos recursos. Enfim, preparar jovens para o mercado de trabalho e, sobretudo, para a vida.

Aliás, isso todo mundo já sabe.

Os Tribunais de Contas da União e dos estados, o Ministério público e os Sindicatos de Trabalhadores, as assembléias legislativas, as câmaras municipais devem apertar o cerco aos gestores do executivo que roubam dinheiro público da área da educação.

Somado a isso os governos nas três esferas são desafiados a firmar parcerias com sociedade civil organizada, estreitar a relação das escolas com os pais, ampliar o acesso as novas tecnologias. Enfim, tornar a escola um ambiente agrádavel, sedutor, criativo e inovador.

O certo é que fazer enormes investimentos na construção de prédios e demais estruturas físicas não são hoje os mais importantes. O maiores desafios atuais são: remunerar melhor, capacitar, motivar e cobrar resultados dos trabalhadores da educação.

Plano de Educação   

O governo Wilson Martins tem um enorme desafio. Nos primeiros 180 dias de mandato disse pouco a que veio na área da educação. Basta ver que a UESPI continua pedindo socorro, os cursinhos populares foram desativados, a implantação das escolas em tempo integral estão quase parando, o Mais Educação ainda não vingou, etc.

Ontem, 8, pela manhã, a SEDUC, após mais de seis meses, apresentou as diretrizes do Plano Estadual de Educação: Mediação Tecnológica, Níveis e Modalidades de Ensino, Colaboração entre União, Estado e Municípios, Formação Profissional e Valorização de Docentes e Técnicos, Gestão Educacional, Avaliação Institucional, Fortalecimento Institucional da Rede Pública Estadual de educação.

“A finalidade é alcançar a qualidade da educação piauiense, no sentido de atingir as metas educacionais estabelecidas pelo Índice de Desenvolvimento da educação Básica (Ideb) excelência de aprendizagem de crianças, jovens e adultos do Estado do Piauí”, afirma a professora, Joara Delane, que é a superintendente de Ensino da Seduc.

Para isso o governo estadual terá que elevar o IDEB conforme meta estabelecida pelo Ministério da Educação. Numa escala de zero a dez, o índice está hoje lá embaixo, em 3,0 e terá que fazê-lo subir para 3,5 até o final de 2013. Ou mesmo um pouco mais, já que administração Martins vai até o final de 2014. Será que consegue?

Fonte: acessepiauí


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