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Ciro escreve roteiro para disputar ‘contra’ W.Dias em 2018

Matéria publicada em, 20 de setembro de 2016

O senador Ciro Nogueira não esconde mais o desejo de disputar o comando do Palácio de Karnak. As estratégias do presidente nacional do PP ficam cada vez mais evidentes com o fortalecimento da sigla nas eleições municipais e o distanciamento na relação com Wellington Dias. Fatos que devem colocá-lo, sim, no palanque oposto ao do governador petista.

Quando admitiu a possibilidade de sair como candidato, Ciro afirmou que o plano iria esperar até 2022, tendo em vista o compromisso com a reeleição de W.Dias. De lá pra cá, o rompimento com Dilma Rousseff, a aproximação com o “inimigo número 1” dos petistas, Michel Temer (PMDB), o lançamento da “onda azul” no interior e a chance real de fazer o maior número de prefeitos nestas eleições, deixam margem para que o senador antecipe-se na estratégia.

Hoje, o maior elo entre Ciro e W.Dias é a vice-governadoria do Estado com Margarete Coelho (PP). Após a votação do impeachment de Dilma, aliados da ex-presidente pediram que o governador rompesse com Ciro, mas crente na fidelidade do senador, W.Dias optou por manter a “união”, e tem até mesmo abdicado da militância ativa em cidades onde o PP tem candidatos a prefeito disputando contra petistas.

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E romper com Dilma, é considerado nos bastidores, como o precedente mais evidente dos rumos a serem tomados por Ciro, já em 2018. “Romper com o governador, não seria problema”, afirma uma fonte.

Ao ter ganho a Caixa Econômica, e mais dois ministérios assim que decidiu apoiar o ainda interino Michel Temer, Ciro carimbou-se como um dos mais fortes aliados do agora presidente. Fiel da balança na votação do impeachment na Câmara – ao orientar a bancada pelo voto favorável, protestado inclusive por sua esposa, a deputada Iracema Portella – ele não recuou no Senado e manteve o único voto favorável da bancada piauiense, na Casa.

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Além do interior, Ciro já fortalece suas bases inclusive na capital, apoiando a reeleição – quase certa – de Firmino Filho (PSDB). Lembrando que o próprio tucano tem boa relação com W.Dias, que neste pleito, subiu no palanque de Amadeu Campos (PTB). Em qual palanque o prefeito da capital teria motivos para subir?
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Quem tem o maior partido — como promete Ciro ao PP-Piauí no pós-eleição — não se daria ao luxo de adiar projetos por laços tão volúveis.

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É a continuação do “golpe” orquestrado contra o PT nacional com a grande ajuda do PP, sendo agora aplicado no Piauí. Aguardem!

Fonte: 180graus


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