Portal Revista Opinião

XENOFOBIA É CULPA DO ESTADO

Matéria publicada em, 31 de março de 2011

Xenofobia até parece neologismo (palavra nova), mas o xenófobo, aquele que pratica a xenofobia, ultrapassa a era Cristã. Quem não era romano, era tachado de bárbaro. A escravidão, os serviços forçados, a perda da identidade, enfim, as piores labutas eram certas para esses povos quando eram subjugados.

               Xenofobia é, portanto, aversão, discriminação, ou qualquer atitude violenta a um povo, a uma região, a um estado, a um continente. Enfim, às vezes, a um modo de vida.

               No século passado, a xenofobia foi um dos “ingredientes”, que culminou com a 2ª Guerra Mundial. Adolf Hitler propagava a supremacia da raça ariana em detrimento de negros, ciganos, judeus…, que eram sumariamente exterminados.

               No nosso país, a xenofobia está cada vez mais presente. As desigualdades regionais, que são crônicas (mas podem ser extirpadas), empurram muitos de nós, pobres, sem oportunidades em nossas origens, a aventurarmos Brasil afora (muitos sem nenhuma qualificação), almejando melhores condições de vida, onde a presença do Estado e da iniciativa privada é mais vigorosa. Entretanto, ao chegarmos nessas regiões, somos insultados, humilhados e, exercemos em geral, os piores serviços como no mundo antigo. Que papel deve assumir o estado diante disso tudo? Não só coibir com veemência essas atitudes criminosas, como também, promover de forma plena e igualitária o desenvolvimento de nosso país. O que não ocorre!

              Infelizmente, isso nos remete à política ou aos políticos, uma vez que são omissos, subservientes e não cumprem com aquilo que a sociedade os delega: promover ações e exigir dos órgãos competentes políticas públicas que resultem em desenvolvimento para seu povo.

              Portanto, xenofobia é culpa do Estado (entenda Estado), nas três esferas: municipal, estadual e federal. Pois, historicamente, as desigualdades regionais e sociais ocorrem pela inoperância dessa instituição. Lembrando, que do ponto de vista sociológico, o Estado surgiu para promover o desenvolvimento social.

              No aspecto local, o município (digo o Estado), nessa circunscrição produz o êxodo (que culminará em xenofobia) aos freitenses retirantes: quando o poder público privilegia apenas “apaniguados” ou seguidores do “jacaré” ou do “cururu”, em detrimento da maioria da população que não tem perspectiva.

FRANCISCO LUIZ (Professor de ensino médio da rede pública estadual em José de Freitas – Piauí)


Revista Opinião
ESPORTES
ENTRETENIMENTO