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Verdão atropela o Peixe, vai ao G-4 e deixa o rival colado na zona de rebaixamento

Matéria publicada em, 10 de julho de 2011

Fora de campo, o Palmeiras vive mais uma turbulência com a situação envolvendo o atacante Kleber, que alegou continuar com dores na coxa para não entrar em campo mais uma vez. Dentro das quatro linhas, pelo menos neste domingo, a ausência do Gladiador não foi sentida. Em uma de suas melhores atuações na temporada 2011, o Verdão fez o que quis em campo e marcou 3 a 0 em cima de um desligado Santos, que apesar de estar desfalcado do trio Elano, Neymar e Ganso, que está na Seleção Brasileira que disputa a Copa América, parece ainda não ter voltado à realidade após o tricampeonato da Taça Libertadores da América.

Marcos Assunção levou a melhor no duelo com o santista Danilo no clássico do Pacaembu (Foto: Agência Estado)

Com o triunfo, o quinto no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras voltou para o G-4. Os comandados de Luiz Felipe Scolari fecham a nona rodada na quarta colocação, com os mesmos 18 pontos do São Paulo, que, no entanto leva vantagem por ter uma vitória a mais. E o Verdão ainda mostrou que, apesar de não ter um time técnico, pode ir longe por causa do espírito de luta de seus jogadores, que refletem o comando de Felipão dentro de campo.

Já o Peixe de Muricy Ramalho, que perdeu pela quarta vez, só não termina o final de semana na zona de rebaixamento porque tem um gol a mais que o Atlético-GO, que abre o grupo das piores equipes da competição após ter perdido para o líder Corinthians por 1 a 0, em Goiânia. Vale lembrar, no entanto, que o time da Baixada Santista tem dois jogos a menos que os rivais. Os duelos contra Corinthians e Fluminense foram adiados por causa das finais da Libertadores.

Os dois times voltarão a campo no próximo final de semana. O Santos buscará a reabilitação no sábado, às 21h, contra o Atlético-MG, na Vila Belmiro. Já o Palmeiras receberá o Flamengo no Pacaembu no dia seguinte, às 16h.

Verdão resolve o clássico no primeiro tempo

Mais uma vez sem Kleber, Luiz Felipe Scolari retirou Wellington Paulista, que não foi bem no empate por 1 a 1 com o América-MG e pôs Dinei. No meio, Lincoln pediu para não ser relacionado porque recebeu uma proposta do Fluminense e não queria completar a sétima partida. O treinador, então, deu chance ao garoto Patrik. No Peixe, Muricy promoveu o retorno de Diogo, que ficou parado três meses por causa de uma lesão nas costas. A ideia era formar um trio na frente junto com Rychelly e Borges. No meio, três volantes para bloquear a armação palmeirense.

O primeiro tempo pode-se dividir em duas partes. Na primeira, até os 20, o jogo ficou amarrado, com as marcações prevalecendo e nenhuma grande chance de gol criada. Aos 20, após bela jogada de Gabriel Silva pela esquerda, o Palmeiras abriu o marcador com Maikon Leite, que recebeu ótimo passe de Luan, driblou Rafael e bateu para o gol vazio. Foi o segundo gol do camisa 7 alviverde, que curiosamente havia comemorado o tricampeonato sul-americano por sua ex-equipe no mesmo Pacaembu há três semanas. E, apesar de seu passado, o atacante fez questão de comemorar o gol com a torcida alviverde, que dominou as arquibancadas do Pacaembu. Aos 29, Maurício Ramos, de cabeça, fez o segundo.

Daí para frente, foi um passeio do Palmeiras. O Santos, apesar de Danilo e Arouca lutarem muito no meio, sofria com a falta de criatividade. É bem verdade que os alvinegros subiram a marcação para tentar levar perigo. Mas isso, além de não resultar em nenhum lance de perigo, deixou o contra-ataque à disposição do Verdão, ora com Maikon Leite pela direita, ora com Luan pela esquerda. E foi o camisa 21, até outro dia tão criticado pela torcida, que criou a jogada do terceiro gol, marcado por Patrik, em belo chute de fora da área. Muricy Ramalho, incrédulo com o que estava acontecendo, não esboçava reação no banco de reservas do Santos

Muricy mexe, Santos melhora, mas Verdão administra até o fim

Irritado com o desempenho de sua equipe, o treinador santista mexeu no intervalo e partiu para o tudo ou nada. Sacou os fracos Possebon e Rychelly para colocar Roger e Felipe Anderson. Logo no primeiro lance, o Peixe só não diminuiu sua desvantagem porque Marcos trabalhou muito bem em lance de Borges. O jogo recomeçou como terminou o primeiro: com o Peixe buscando o ataque e deixando o contra-ataque para o Verdão, que só não fez o quarto aos 16 porque Maikon Leite falhou na finalização.

Muricy queimou seu último cartucho com a entrada de Tiago Alves na vaga de Diogo. Felipão respondeu sacando Maikon Leite, que foi muito aplaudido pela torcida, para colocar Tinga e assim, reforçar a marcação no meio-campo. Minutos depois, João Vítor entrou no lugar de Cicinho. O Palmeiras, a essa altura da partida, já se dava por satisfeito e só administrava a partida diante de um rival lutador, mas inoperante. Aos 40, Patrik, cansado, cedeu sua vaga a Pierre. No fim, festa da torcida alviverdade para comemorar a justa vitória de sua equipe, enquanto o santista deixou o Paulo Machado de Carvalho com a pulga atrás da orelha. Apesar do Brasileirão não valer nada, é hora de botar a cabeça no lugar para não atrapalhar a preparação para o Mundial de Clubes da Fifa no final do ano.

Fonte: g1


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