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Usuários reclamam da cobrança de preço duplo em tarifa; empresa define em R$ 4,30

Matéria publicada em, 28 de maio de 2012

Depois do aumento na tarifa cobrado pela empresa São Joaquim, que explora a linha de transporte coletivo entre José de Freitas e Teresina, determinado desde a última quinta feira (24), alguns usuáros do sistema informaram à redação do Revistaopiniao.com que estava havendo cobrança de preço duplo de passagens. “No sabado [26] eu paguei quatro e sessenta na ida [JF-THE] e quatro e trinta na volta [THE-JF]”, disse o usuário Francisco das Chagas.

Diante dessa informação o revistaopiniao.com entrou em contato com o escritório da empresa São Joaquim, e foi atendido pelo senhor Francisco das Chagas Moreno Nepomuceno, o “Francisco”, que informou que o preço determinado pela empresa é de R$ 4,30 (quatro reais e trinta centavos). “O preço cobrado pela empresa é quatro reais e trinta centavos. Se houve algum engano, foi apenas no primeiro dia, por desatenção de algum cobrador, inclusive orientamos eles [cobradores] a deixarem passar o passageiro que não sabia do aumento no primeiro dia”, afirmou o chefe do escritório, Francisco Moreno.

Ainda de acordo com Francisco, o aumento se justifica pelo aumento na planilha de custos do transporte, que envolve funcionários, peças e combustível.

Prefeito com representantes dos usuários e da empresa, na época da firmação do acordo, foto GP1

Indagado sobre a meia passagem para estudantes e trabalhadores que comprovem o uso diário do transporte, ele afirmou que “ela continua no valor de três reais e cinquenta centavos [R$ 3,50], embora para um número bem menor de usuários, pois é uma concessão nossa, do dono da empresa. Não temos obrigação quanto a isso [de conceder meia passagem], mas foi feito um acordo com a associação dos usuários e a prefeitura municipal, que deveria repassar um valor mensal para a São Joaquim. Acordo que foi inclusive registrado na secretaria de transporte e em cartório. Ocorre que a prefeitura [de José de Freitas] nunca cumpriu com esse acordo”.

Francisco não soube afirmar o valor exato firmado no acordo, que a prefeitura deveria repassar mensalmente para a empresa São Joaquim pelo abatimento no preço para trabalhadores e estudantes, mas afirma que nunca obteve uma resposta aos ofícios enviados à prefeitura. “Nunca obtivemos uma resposta aos ofícios enviados à prefeitura de José de Freitas. A resposta deles é o silêncio. Desde a afirmação do acordo nunca nos repassaram o valor de nenhum mês. Não sei afirmar o valor, mas acho que era entre sete e sete mil e quinhentos reais”.

A admistração municipal tem alegado que não tem como justifcar junto ao TCE esse repasse como subsídio aos trabalhadores e estudantes usuários do sistema. Também nunca se interessou em procurar outra solução para o problema de trabalhadores e estudantes que se deslocam diariamente à Teresina.

Da redação

 


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