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Tribunal Popular do Juri de José de Freitas condena homicida de policial civil a 13 anos de reclusão

Matéria publicada em, 7 de junho de 2011

Ocorreu nesta terça-feira, 07\05\11, no Fórum Juiz Alberto Veras, comarca de José de Freitas, o julgamento do estivador Francisco de Assis de Oliveira Ramos, 25 anos, vulgo Galeto, acusado de ter assassinado, a exatos 4 anos, por volta da 18 horas do dia 9 de junho de 2007, um sábado, durante um passeio de Jet-Ski na Barragem do Bezerro, nesta cidade, o policial civil Marcus Vinícius Soares Goudinho, com 24 anos à época.

O réu, enquanto se proferia a sentença (Foto: jfagora)

O crime ocorreu quando Marcus Vinícius encontrava-se em uma tarde de lazer na Barragem do Bezerro e aceitou dar uma volta de Jet-Ski com Galeto, que fazia bico como manobrista de Jet-Skis dos turistas que compareciam àquele balneário. Na ocasião, Galeto pilotava o Jet-Ski de um turista. Depois de uma conversa entre o acusado e a vítima, este acabou aceitando o convite daquele ao qual já teria feito sua prisão por duas oportunidades, acusado de roubos na cidade.

 

Juiza Maria Zilnar proferindo a sentença (Foto: jfagora)

De acordo com o inquérito que apurou o caso na época, e indiciou o réu por homicídio doloso qualificado (quando há intensão de matar), durante o passeio, Galeto teria realizado uma manobra arriscada e o policial, que não sabia nadar, acabou caindo na água, sendo que, em seguida, o homicida teria passado com o Jet-Ski sobre a cabeça da vítima, que teria desmaiado e morrido por afogamento.

 

Promotor Écio Oto (MP) e advogado Rui Lopes (contratado pela família da vítima) - (Foto: jfagora)

O corpo do policial só foi encontrado na manhã do dia seguinte (10\06\07), um domingo, com alguns hematomas no rosto. Na época, o acusado chegou a ser preso, mas no decorrer do processo passou a responder em liberdade, como permaneceu até hoje ao ser preso e levado, logo após a decretação da sentença, direto para a penitenciária Irmão Guido, em Teresina.

 

O julgamento teve início por volta das 8h30min da manhã e encerrou-se por volta das 15h00min, com a condenação de Francisco de Assis a 13 anos de reclusão em regime fechado, o qual saiu do Fórum algemado sendo conduzido para o presídio na capital.

Advogados Edivaldo Cunha e Lastênia Fontenele, responsáveis pela defesa do acusado (Foto: jfagora)

O júri foi presidido pela titular da comarca Maria Zilnar Coutinho leal. A acusação foi promovida pelo Promotor Écio Oto Duarte e o advogado da família do policial Rui Lopes, já a defesa do réu foi feita pelos advogados Edivaldo Cunha e Lastênia Fontenele que prometem entrar com apelação junto à justiça, pedindo a reformulação da sentença.

 

Da Redação


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