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Professor do CCHL da UFPI é exonerado e acusa reitor de perseguição

Matéria publicada em, 24 de maio de 2011

O professor da Ufpi (Universidade Federal do Piauí), Kilpatrick Muller Bernardo Campelo, foi exonerado da instituição na tarde desta terça-feira (24).

Kilpatrick Campelo, que foi presidente da Copese, instituição que organiza o vestibular da Ufpi, afirma que a exonerado ocorreu sem qualquer direto de defesa. “Não sabia do processo e nunca fui comunicado. Soube da exoneração hoje através do Diário Oficial da União”, afirmou o professor.

Professor Kilpatrick Campelo

Bastante indignado, o professor informou que protocolou hoje (24) pedido ao reitor Luis de Sousa Júnior solicitando informações do seu afastamento. Ele vai recorrer da decisão.

“Isso é uma clara demonstração de perseguição, pois como presidente da Copese representei a Ufpi no Ministério Público Federal por pagamentos ilícitos e fui consignatário de representações no Ministério Público e na Polícia Federal”, desabafa Kilpatrick.

Portaria ilegal
O presidente da Adufpi (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí), Mário Ângelo de Sousa, condenou a atitude do reitor e a classifica de “retaliação”. Ele informou que a entidade vai entrar com mandado de segurança pedindo o retorno de Kilpatrick, que é professor há três anos do departamento de Letras.
“Vamos também realizar uma grande manifestação amanhã à tarde no CCHL em protesto a demissão do Kilpatrick e das arbitrariedades do reitor”, disse Mário Ângelo.
Outra luta da Adufpi é anulação da portaria 659/2010, que avalia os professores aprovados em concurso público e estão em estágio probatório. “É uma portaria ilegal e uma cópia mal feita da portaria da Universidade Federal de Alagoas”, disse Mário Ângelo.
O Reitor
Por telefone em Brasília, o reitor Luis Júnior nega perseguição ao professor e garante que ele teve direto de defesa. O reitor informou que Kilpatrick foi exonerado, após avaliação de uma comissão de professores, de acordo com a portaria 659/2010. “Eu lamento esse tipo de comportamento. Ele não passou na avaliação e teve direito de defesa. Se não concorda, ele aciona as instâncias legais. Quem avalia não é o reitor, mas seus pares”, disse Luis Júnior.
Fonte: cidadeverde

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