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Pressão popular: dois caciques da política freitense anunciam desistência da vida pública

Matéria publicada em, 16 de fevereiro de 2012

Deste sua emancipação, José de Freitas convive com um poder legislativo que não corresponde aos anseios da sociedade local, que não desempenha o verdadeiro papel de um representante do povo, salvo raríssimas exceções.

Ver. Carlos Sampaio

Boa parte dos que alí estiveram como membros do legislativo durante todos esses anos, não tem a menor noção do verdadeiro papel de um vereador. Distorce suas funções fazendo papel da secretaria de assistência social, como levar pessoas para o médico em Teresina (quando deviam cobrar um bom atendimento no Hospital local para todos), ou oferecendo favores, como carradas de materiais e viagens. Ou ainda práticas mais espúrias, como a compra de votos direta, onde pessoas se elegem comprando o sufrágio dos “cidadãos” como se compra uma cabeça de gado (nesse caso o eleitor é tão corrupto e repugnável quanto o vereador ou político qualquer comprador de votos), ou mesmo a sociedade dividida, em animosidade, como se fosse formada de inimigos (jacarés e cururus), em nome de caciques que até hoje não trouxeram o bem para José de Freitas.

Como consequência dessas práticas a cidade não apresenta a menor infra- estrutura, pois o que se vê são ruas totalmente esburacadas, hospital com atendimento precário, limpeza pública que não funciona, falta de incentivo à instalação de indústrias ou grandes comércios que possam gerar empregos e rendas às pessoas da cidade, suspeita de licitações fraudulentas, e o pior, obrigados a ser administrados por pessoas que não representam a cara do povo livramentense (honesto e trabalhador), pessoas que respondem, ou até já foram condenados, a mais de uma dezena de processos na justiça.

Ver. Etevaldo

Por outro lado, como esperança, surge a mobilização e pressão popular, que há mais de um ano surgiu na cidade e vem crescendo a cada dia, mobilizando e conscientizando cidadãos, sobretudo os jovens. Como resultado, os vereadores Carlos Sampaio e Etevaldo Vasconcelos, vereadores há 20 e 14 anos, respectivamente, ambos do PSD, partido do atual prefeito, não suportando as pressões e cobranças do povo, anunciaram recentemente ao repórter Coronel Pinheiro que deverão desistir da vida pública.

Agora é aguardar pra ver se realmente se confirma, e esperar que outros que lá estão sigam o exemplo de “grandeza” desses dois vereadores, reconhecendo que não dá mais para fazer política como antigamente, pois a sociedade evoluiu e todos têm acesso às informações. E não obstante, esperar que novos cidadãos se apresentem, mais compromissados e cientes do papel de um legislador, como fiscal do executivo e representante do povo, e conscientes de que todo homem público deve satisfação ao povo.

Da Redação


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