PR pode expulsar Silas Freire e mais duas deputadas por não acatarem decisão do partido sobre a PEC 241

Matéria publicada em, 11 de outubro de 2016

O Conselho de Ética e a Executiva nacional do PR receberam nesta terça-feira representação de autoria do deputado Vinícius Gurgel (PR) para instauração de processo disciplinar com pedido de expulsão contra as deputadas Clarissa Garotinho (PR-RJ) e Zenaide Maia (PR-RN) por terem afrontado fechamento de questão da direção do partido e votado contra a PEC 241, do teto de gastos públicos aprovada ontem em primeiro turno. A representação atinge também o deputado Silas Freire (PR-PI), que não seguiu orientação do partido e se absteve na votação.

Deputados Silas Freire, Clarissa Garotinho e Zenaide Maia (PR)
Deputados Silas Freire, Clarissa Garotinho e Zenaide Maia (PR)

A expulsão partidária, segundo a assessoria do PR, está prevista no estatuto da legenda e na resolução administrativa 010/2016, por desobediência ao fechamento de questão favorável a PEC 241.

Segundo nota divulgada pela assessoria do PR, a situação de Clarissa foi agravada pela publicação de um vídeo em sua página no Facebook, pregando contra a PEC apoiada pelo partido, “mesmo conhecendo o risco da punição prevista nos artigos 45 e 48, ratificadas em resolução comunicada à bancada federal”.

No vídeo postado pouco antes da votação, Clarissa Garotinho faz duras críticas não só à PEC 241, mas ao governo Michel Temer, que diz ser “muito cruel” por retirar recursos da saúde e educação, e comprometer o futuro das próximas gerações.

“A PEC do teto dos gastos tem um nome muito bonito, mas pouca gente sabe o impacto que vai causar ao Brasil”, diz Clarissa no vídeo, completando que a política dos próximos 20 anos quer juntar dinheiro para pagar juros da dívida e “compromete uma geração inteira”. Ela ainda criticou o fato de o governo estar gastando muito com propaganda.

“Isso é a prioridade do governo brasileiro? É incoerente”, diz Clarissa, dizendo que o caminho para sair da crise é o governo fazer uma boa gestão e gastar melhor.

Fonte: O Globo


Revista Opinião