Publicado em: 14/10/2017 às 17:05

Por eleição, PT se junta a “algozes” de Dilma no Piauí

Uma campanha pode muita coisa. Pode reavivar confrontos serenados. Ou levar ao puro e simples esquecimento de mágoas dolorosas. O PT caminha para fazer a segunda opção em boa parte do Brasil, inclusive o Piauí. Tudo em nome da eleição e da posse do poder.

O impeachment de Dilma Rousseff afastou o PT de vários ex-aliados, como PMDB, companheiro de viagem (e de chapa) das últimas disputas presidenciais, e do PP, avalista importante sobretudo no segundo mandato de Dilma. Também afastou-se do PSB, que formalmente já não dividia palanque desde a eleição de 2014; ou do PSD, que contabilizou votos para desapear a presidente e colocar Temer no seu lugar.

O Piauí dá bem uma mostra de para onde caminha o PT. Nacionalmente, o PP é considerado o fiel que fez pender a balança para o lado do impeachment. Mas aqui o PP é o principal suporte do governo Wellington Dias para assegurar recursos federais. E, apesar das vaias que parte dos petistas dedica (ou dedicou por uns poucos dias!) ao senador Ciro Nogueira e à deputada Iracema Portela, Wellington reafirma todos os dias a disposição de seguir com o PP nas eleições de 2014. Ciro tem poder no Piauí e Wellington não vai deixá-lo à parte sob nenhuma hipótese, atentem.

O PMDB, partido do presidente Temer, tem no Piauí uma situação que foge à realidade nacional. Brasil afora, o PMDB viu seus deputados votarem amplamente pelo impeachment. Aqui, Marcelo Castro permaneceu ao lado de Dilma, de quem foi ministro da Saúde, embora tenha votado para arquivar o processo contra Temer. A aliança no Piauí (formal ou informalmente) não chega a ser com um algoz, mas o PMDB piauiense tem várias alas. O termo algoz cabe mais para o PSD do deputado Júlio César, que deixou de ser governo (Dilma) para votar no impeachment e seguir governo (Temer). Muitos petistas torceram o nariz parta Júlio. Mas não por muito tempo, em nome da próxima eleição.

Wellington vai costurando como pode a sua permanência no Karnak. Essa costura começou muito cedo, antes de se falar em impeachment, que aprofundou tanto as divisões nacionais. Aqui, o governador já atraiu adversários de campanha já no dia seguinte ao resultado. Exemplo: Flávio Nogueira, pai e filho, desde o começo donos de uma vaga no secretariado. Muitas secretárias ou coordenadorias com status de secretaria foram criadas em seu governo para acomodar, digamos, “quase todo mundo”.

Para que remexer águas passadas, não é mesmo Wellington Dias?

Fonte: cidade verde

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