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Policiais civis do Piauí decidem entrar em greve

Matéria publicada em, 15 de abril de 2011

Policia Civil em Greve

Teve início às 0h00min de hoje (15/04), a greve por tempo indeterminado dos policiais civis de todo o Piauí. O movimento grevista é em decorrência do não cumprimento de um acordo firmado com o governo do Estado ainda em fevereiro do ano passado (2010), quando a categoria entrou em greve por melhores salários e equiparação com os delegados.

Após alguns dias de greve, e depois de um violento conflito entre policiais civis e militares na porta do IML em Teresina, onde o policial Domingos Sávio acabou saindo baleado no pé, a categoria e o governo acabaram firmando um dissídio coletivo sob a tutela da OAB, do Ministério Público e do Ministério do Trabalho, onde o governo se comprometeu a mandar para a Assembléia Legislativa um projeto de lei autorizando um aumento de 24% para os policiais civis, proporcional ao aumento dado aos delegados, a vigorar a partir de Maio próximo (2011).

O problema é que até a presente data, o governo ainda não mandou o tal projeto para a Assembléia, e ainda propôs um acordo para o aumento ser dividido até o final do ano de 2012. Segundo a proposta do governo, ele daria um aumento de 6% agora em maio, mais 6% em novembro de 2011, mais 6% em maio de 2012 e 6% em novembro de 2012, perfazendo assim, os 24%.

No entanto, a categoria não aceita esse acordo, pois alega já ter programado esse ganho salarial há 15 meses e o governo não conseguiu se estabilizar para pagar na data combinada.

Segundo o presidente do sindicato dos policiais civis do Piauí (SINPOLPI), Cristiano Ribeiro, a categoria aceita negociar o aumento, mas ainda dentro deste ano de 2011, do contrário, a categoria não aceita, pois teria muitas perdas salariais, sendo que já luta por este aumento há um ano e meio e ainda demoraria mais dois anos para obtê-lo por completo (os 24%).

O que ensejou essa luta foi o aumento dado aos delegados de polícia ainda no final de 2008, não repassado aos agentes de policia, gerando uma disparidade muito grande entre salários de delegados e agentes de polícia.

A delegacia de polícia de José de Freitas (17º DP) aderiu à greve e está atendendo apenas a casos de flagrante, homicídio e estupro. BOs, investigações, madados de prisão e audiências não estão sendo realizados.

Da Redação


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