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Polícia prende quadrilha que fraudava concurso da PM do Piauí neste domingo

Matéria publicada em, 2 de dezembro de 2013

Policial Militar foi flagrado mediando fraude no concurso; queria que filho fosse aprovado     (Foto: G1)

Policial Militar foi flagrado mediando fraude no concurso; queria que filho fosse aprovado (Foto: G1)

Treze pessoas suspeitas de integrar quadrilha especializada em fraudar concursos públicos foram presas neste domingo (1º), durante prova da Polícia Militar do Piauí. Para o delegado Menandro Pedro, titular do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), cada membro do grupo apresentava-se como candidato e utilizava embalagens de borracha nos celulares para que o detector não notasse os objetos.

“Nós registramos as tentativas de fraudes em locais onde a prova estava sendo aplicada, como na Unidade Escolar Marves, no bairro São João, em Teresina, e na cidade de Picos. Entre os integrantes do grupo têm seis pernambucanos, que foram encaminhados para a Central de Flagrantes da capital. Com eles encontramos aparelhos enrolados até com preservativos e que continham os gabaritos”, disse.

O delegado informou que a polícia já investigava a quadrilha, mas não revelou como chegou até os integrantes e se outros candidatos chegaram a ter acesso ao resultado. Outros detalhes da Operação Certame serão divulgados numa entrevista coletiva nesta segunda-feira (1º), na sede do Greco.

Delegado Menandro Pedro dizendo como a quadrilha despistava o rastreador

Delegado Menandro Pedro dizendo como a quadrilha despistava o rastreador

Prisões
O tenente Elivaldo Moraes dos Santos, também técnico do Tiradentes, foi preso neste domingo após ser flagrado vendendo respostas do concurso aos candidatos da PM.

O policial havia contratado uma mulher para fazer a prova e esta forneceria a folha com as respostas, que seriam repassadas pelo celular ao seu filho,  também candidato, e outros dois concorrentes que pagaram pelo resultado.

De acordo com o delegado Menandro Pedro, o tenente chegava a cobrar R$ 10 mil pelo resultado. Segundo testemunhas, eram pagos mil reais adiantados ao tenente e os outros nove mil restantes do acordo seriam pagos somente após a aprovação no concurso.

O filho do PM, a mulher contratada para repassar as respostas e os candidatos fraudadores também foram presos e encaminhados para à Central de Flagrantes de Teresina.

Nucepe

Mesmo com a fraude, o Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe) descartou qualquer possibilidade de anular o certame realizado neste domingo (1º) em TeresinaPicosFlorianoSão Raimundo NonatoBom Jesus e Corrente.

Segundo o presidente da organizadora do concurso, Jorge Martins, tentativas de fraudes foram detectadas nos vários locais de aplicação da prova em Teresina. “Não temos a precisão de quantos candidatos teriam comprado as respostas, mas em todas as tentativas de fraudes o rastreador utilizado pelos fiscais apontou as pessoas que portavam aparelho eletrônico, ajudando desta forma o trabalho da polícia. Como todos os envolvidos foram presos, não temos porque anular ou cancelar o concurso”, relatou.

Fonte: G1/Piauí


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