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PI-113 é bloqueada novamente; caminhões e veículos pequenos são liberados

Matéria publicada em, 1 de outubro de 2013

Pela terceira vez nos últimos seis dias, a PI-113 é isolada para tráfego de veículos, principalmente ônibus, na entrada da cidade de José de Freitas, sentido Teresina. Os manifestantes pedem o fim do monopólio da exploração da linha de ônibus entre José de Freitas e a capital do estado, Teresina, que está a cargo da empresa São Joaquim, durante pelo menos os próximos 23 anos. A concessão foi concedida pelo governo do estado, com o aval da Assembleia Legislativa do Piauí.

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Diferente das últimas vezes, o tráfego de veículos não está totalmente impedido. Desta vez os manifestantes se reuniram e decidiram que caminhões e veículos pequenos, como carros e motos, poderiam passar, ficando o isolamento restrito aos ônibus e vans. O objetivo é atingir a empresa São Joaquim.

Apesar da manifestação reunir muita gente, muitos estudantes e trabalhadores se sentem prejudicados com o isolamento, alegando que perdem aulas e dias de serviços em Teresina. Os líderes do movimento respondem dizendo que “não  há ganhos sem alguns ônus e que caso consigam baixar a passagem e quebrar o monopólio, todos ganharão”.

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Integrantes do movimento ocorrido no mês de junho deste ano, onde, em protestos contra o preço alto da passagem de ônibus, dois coletivos foram incendiados por pessoas encapuzadas, e que depois de negociações resultou na redução do preço da passagem, que antes era R$ 4,60, para R$ 4,00 ao trabalhador e R$3,00 aos estudantes, não concordam com as manifestações atuais. Para alguns deles, “o momento é de diálogo e não de truculência”.  Os líderes do movimento intitulado ACORDAJF, ocorrido em junho, dizem que “se é pra fazer pressão, que seja em frente ao Palácio de Karnak, sede do governo estadual, e na Assembleia Legislativa, pois o problema passa pelas mãos das autoridades estaduais”.

De qualquer forma, há promessas de que o atual movimento continue nesta quarta-feira (02/10), caso não haja diálogo entre representantes da empresa São Joaquim e os líderes do movimento.

Da Redação


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