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Petista reconhece que ex-prefeito Pedro Paulo foi injustiçado ao ser expulso do partido

Matéria publicada em, 30 de julho de 2011

Pedro Paulo queria secretário de sua total confiança para minimizar o risco de falhas na administração público

Francisco Sales, Presidente do Dir. Municipal do PT de Teresina

As discussões internas no Partido dos Trabalhadores seguem acirradas. No meio dessa semana aconteceu mais um capítulo, quando o presidente do diretório municipal do PT de Teresina, Francisco Sales, se mostrou irritado com o posicionamento do diretório estadual de defender o nome da deputada estadual Rejane Dias como candidata do partido à prefeitura de Teresina.

Em entrevista ao portal Gp1 nesta semana o presidente do PT de Teresina afirmou que “O único nome com reais chances de vencer a prefeitura de Teresina é o do senador Wellington Dias e se ele não quiser concorrer vamos buscar uma aliança. A deputada não é uma boa opção para representar o partido. Não queremos entrar só para marcar lugar, e sim para vencer”.

Sales disparou também contra alguns membros do PT, que segundo ele, anos atrás agiram de uma forma contra o ex-prefeito de José de Freitas, Pedro Paulo, e agora querem agir de forma diferente, acusando-os de incoerência.

“Não entendo porque o deputado João de Deus mudou de ideia, já que quando ele era presidente estadual do PT, expulsou Pedro Paulo que havia sido eleito prefeito de José de Freitas, porque resolveu colocar seu pai como secretário de administração. Então, por que que com a deputada [Rejane Dias] é diferente? Wellington Dias, seu esposo, é senador e pretende concorrer às eleições de 2014. Ficaria um na prefeitura e outro no Governo? Isso não é oligarquia? Claro que é”, afirmou Sales.

Ex-Prefeito Prof. Pedro Paulo

Pedro Paulo, ao ser eleito prefeito de José de Freitas, na eleição ocorrida no ano 2000, sabia que acabara de ser escolhido para administrar a coisa alheia, dinheiro público, e sabia também que qualquer coisa de errado que ocorresse só refletiria em cima do seu nome (e não nos assessores). Dessa forma, precisaria trabalhar com pessoas da sua mais alta confiança, para minimizar o risco de falhas na administração pública. Nesse sentido, naquele momento o professor Sebastião era o nome mais indicado e de sua total confiança para responder pelo cargo de secretário de governo. Não faria sentido Pedro Paulo entregar os cargos do município nas mãos de alguns petistas que ele nem conhecia (basta ver algumas ações que fizeram ao administrar o Estado) só por indicação do partido, como eles queriam. E por não ter feito isso foi expulso do partido, e hoje alguns membros da sigla reconhecem que cometeram uma injustiça com o ex-prefeito.

Da Redação


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