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Pacientes sofrem com a falta de remédios nas farmácias públicas do PI

Matéria publicada em, 12 de dezembro de 2013

remediosRemédios para doenças graves, e que devem ser distribuídos gratuitamente pelo governo do estado estão em falta na Secretaria de Saúde do Piauí. Muitos pacientes vãos à farmácia de medicamentos excepcionais e voltam de mãos vazias.

Há 15 anos a dona de casa Bernadinha Silva, ela sofre de artrite e para controlar a doença que atinge as articulações do corpo, precisa tomar um tipo específico de remédio. Sem o medicamento, os sintomas da doença ficam piores. “Sinto muita dor e quase não consigo andar”, conta.

Parte da medicação é conseguida na farmácia de medicamentos excepcionais do estado, mas há seis meses ela tem dificuldade para conseguir os remédios. “Toda vez que eu chego lá os atendentes dizem que estão avaliando meu caso e fico sem tomar os medicamentos”, afirmou a dona de casa.

Na maior farmácia de medicamentos excepcionais do Piauí faltam pelo menos oito tipos de remédios. São drogas caras que tratam doenças como asma, mal de Alzheimer e pacientes transplantados. Algumas estão em falta há dois meses e 13 mil pacientes com doenças crônicas dependem do medicamento fornecido gratuitamente pela Secretaria Estadual de Saúde.

Hidelgardo Leal, funcionário público, reclama da burocracia para conseguir o produto e da falta de organização no atendimento. ”Muita espera para pegar o remédio. Cheguei aqui 8h e sai meio dia”, falou.

O estado reconhece que faltam remédios na farmácia de medicamentos excepcionais e para resolver o problema realizou uma compra emergencial, mas a empresa vencedora do contrato já deveria ter entregue o lote há pelo menos um mês.

Natália Aires, coordenadora de assistência farmacêutica disse que houve falhas no processo de licitação. “O processo licitatório vence e nós sabemos o dia porque é publicado no diário oficial, mas o tramite para se fazer outro e substitui-lo demorou”, afirmou Natália.

O Ministério Público (MP)entrou no caso e prometeu acionar o estado na justiça se a situação dos pacientes não for resolvida. “É mais do que lamentável e cabe ao MP adotar as medidas cabíveis”, falou a Promotora de justiça, Cláudia Seabra.

Fonte: G1


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