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Maternidade do Piauí que colocou 4 bebês em um berço desobedece MPE

Matéria publicada em, 3 de abril de 2014

Quatro bebês dividiam o mesmo berço

Quatro bebês dividiam o mesmo berço

A promotora de saúde Claudia Seabra disse durante entrevista a uma TV piauiense nesta quinta-feira (3) que o problema de bebês dividindo o mesmo leito na maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina poderia ter sido resolvido, se a unidade de saúde tivesse cumprido a recomendação do Ministério Público que solicitou a aquisição de 74 novos berços e incubadoras feita ainda em dezembro de 2012. Nessa quarta-feira (2), uma servidora flagrou quatro bebês em um único berço e denunciou o descaso à imprensa.

Esta situação é uma aberração porque fere o bom senso de qualquer cidadão comum. Recém-nascidos não podem dividir o mesmo leito. Além disso, trabalhar sem a quantidade mínima de profissionais não é aceitável”, disse.

Segundo a promotora, o Ministério Público Estadual em 2012 recomendou várias melhorias à maternidade, entre elas estavam a contratação de servidores, de mais médicos e o aumento do número de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Claudia Seabra afirmou ainda que existe a carência 27 médicos e 114 técnicos de enfermagem, já que atualmente a unidade conta com apenas 31 obstetras e neonatologistas e 32 técnicos em enfermagem.

“O diretor da maternidade e o secretário de saúde tinham um prazo de 120 dias para implementarem as melhorias que foram determinadas. Este período encerrou no final de março de 2013, mas pouca coisa saiu do papel. O termo de reajuste de conduta foi assinado no fim de dezembro, mas a situação continua quase a mesma na principal maternidade do estado. Nem mesmo com a aplicação de multas, eles não melhoram neste setor”, ressaltou.

O diretor da unidade de saúde, Francisco Martins, afirmou que não teve condições de fazer nada porque, de acordo com ele, mesmo que a maternidade tivesse comprado novos equipamentos não haveria espaço para utilizá-los.

“A Maternidade foi construída há muito tempo, pela atual estrutura não é possível aumentar, fazer um segundo piso, somente a construção de uma nova maternidade resolverá o problema de lotação na Dona Evangelina Rosa”, finalizou.

Fonte: G1


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