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JOSÉ DE FREITAS, 133 ANOS

Matéria publicada em, 7 de abril de 2011

Vista espacial do centro de José de Freitas - fonte: googleearth

A cidade de José de Freitas neste dia 7 de abril completa 133 anos de emancipação política. A belíssima teve pouca evolução, nada proporcional a sua existência. Tudo por causa de muitos administradores que asfixiaram o desenvolvimento, estagnaram o progresso e sufocaram a democracia  no nosso município, terra de muitos políticos ilusionistas;  muitos enganadores da consciência do povo humilde e de boa fé; muitos aliciadores e de falsa promessa;  muitos que mineram o voto com a falácia; muitos que jogaram sujo com o povo miserável, com ausência de cultura; muitos, que se envolveram num emaranhado de corrupções. José de Freitas ainda vive nas trevas do progresso, amargando a injustiça social, por causa de muitos corações insensatos que se apropriaram do nosso torrão. Os munícipes se envergonham das mazelas, episódios, decepções e escândalos de muitos políticos, que até mesmo levam nossa história ao calvário, usurpando nossos mananciais e fazendo a farra pública.

Mas, nessa trajetória, tivemos os homens de bem, os cidadãos simples que bravamente deram suas contribuições para o engrandecimento do nosso município, quer no campo social, econômico ou político. José de Freitas também é terra de intelectuais esquecidos pelas gestões públicas. Terra berço de sabedorias sem oportunidades, de passar à sombra do poder público. Terra de estrelato, de artistas ofuscados pelos olhos dos governantes. Terra de ecossistema de cidadãos que vivem ao relento das administrações públicas.

Mas, José de Freitas é cidade da boa gente, que tem como patrimônio mais importante seus filhos. Como bens preciosos seus imigrantes e, tendo como uma das fontes de riqueza sua gente. Cidade encantadora, de um povo sofrido, mas solidário; ordeiro e pacífico, carregando a lágrima no rosto, mas com a marca de guerreiro. Cidade nobre de cabelos brancos; não goza da vaidade, mas dá tonalidade à beleza.

Oh, Terra Querida! A natureza foi-te fiel em encravar solos férteis e águas em abundância, combinação perfeita para lançar a semente do progresso e gerar os frutos da riqueza. Terra de povo seguro, que falta segurança; povo saudável, que precisa de saúde; povo culto que tem ausência de cultura; povo educado, mas carente de educação; povo de inteligência, embora subestimada. Terra de cidadão de respeito e leal, virtude essa não recíproca a muitos políticos. Terra amada e adorada por muitos, porém destruída por alguns algozes e tiranos.

Parabéns, cidade do morro do Cristo e das Águas do Bezerro.

Por: Faustino Alves dos Reis Neto (faustinoreis@bol.com.br) 


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