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Gabarito de vestibular é comprado no PI por até R$ 30 mil

Matéria publicada em, 14 de novembro de 2011

Tiago Ravenno Lima de Sousa, 21, e Maria Santos Reis, 25, faziam a prova nas dependências da Escola Normal Oficial de Picos quando o primeiro foi flagrado com um aparelho celular entre as pernas. Tiago lia uma mensagem de texto com o suposto gabarito da prova.

Foto: divulgação

Surpresos, os fiscais decidiram vistoriar os demais candidatos, quando encontraram um segundo celular. O aparelho estava com Maria dos Santos. A jovem acessava uma mensagem de texto similar à de Tiago, mas o conteúdo estava codificado em números.

A Polícia Militar foi acionada e conduziu os jovens e uma representante da “Humana – Seleção, Treinamento, Consultoria e Serviços”, empresa responsável pela aplicação das provas, até a Central de Flagrantes de Picos, onde os envolvidos foram ouvidos e em seguida liberados.

A Faculdade Novafapi foi procurada, mas não quis comentar o fato. Fabiano Nogueira, da Humana, informou que antes da aplicação das provas um saco plástico foi distribuído para que os vestibulandos pudessem guardar seus pertences.

Em seu site, a empresa destaca uma das regras do processo de seleção: “Será eliminado do concurso o candidato que, durante a realização das provas, for surpreendido portando aparelhos eletrônicos, celulares, relógio, óculos escuros e itens de chapelaria como gorros e bonés. Esses objetos devem ser deixados em casa, uma vez que não será permitido o acesso às salas de provas com os mesmos. Lápis, lapiseiras e borrachas também são proibidos.”

Venda do Gabarito
Os jovens envolvidos no incidente informaram à polícia que conseguiram o gabarito através de um site de relacionamentos que oferecia as repostas da prova. “Eles falaram que encontraram um site na internet que oferecia especificamente o gabarito da prova do concurso vestibular da Novafapi, sendo que cobravam por isso, no caso do Tiago, R$ 25 mil, e no caso da Maria Reis, R$ 30 mil”, disse Cleidenilson Carvalho, agente da Polícia Civil.

Ainda de acordo com Cleidenilson, os jovens também afirmaram que o responsável pelo site então solicitou de ambos o número do RG, número de inscrição no vestibular e o número do telefone celular. Tão logo fossem aprovados, o valor em dinheiro seria repassado através de depósito em conta ao negociante do referido site.

Tiago Ravenno mora na Bahia e Maria Reis no Maranhão. Os dois afirmaram que Picos foi indicada pelo negociante como local ideal para a realização da prova em razão das falhas de segurança. Os jovens negaram se conhecer previamente e afirmaram não conhecer pessoalmente a pessoa que negociou e enviou as mensagens de texto.

Fonte: 180graus


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