ENEM: Leitura e boa interpretação garantem êxito na prova de Ciências Humanas

Matéria publicada em, 28 de setembro de 2013

enemA prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias é a que dá ‘boas vindas’ ao candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No dia 26 de outubro, primeiro dia de prova, os mais de 7 milhões de inscritos responderão 45 questões objetivas relacionadas às disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia. Política, economia, movimentos sociais e cultura estão inseridos no contexto das perguntas.

Professores da área são quase unânimes ao dizer que o sucesso no Enem passa pela boa leitura e interpretação das questões propostas. É claro, ter um embasamento teórico será fundamental na resolução da prova, mas é necessário saber interpretar o enunciado da questão.

Veja algumas dicas de estudo para essa reta final feita por professores da área de Ciências Humanas:

História

A História do Brasil vem sendo bastante cobrada nas últimas edições do exame. No entanto, de acordo com o professor Pitágoras Aires, no último Enem houve um equilíbrio nas questões relacionadas à História Geral e História do Brasil.

O Período Republicano e movimentos sociais são temas já recorrentes. A escravidão, no contexto do processo abolicionista ou ainda nos problemas raciais, também é um assunto presente nas questões. O candidato também deve voltar atenção para o período conhecido como a Era Vargas, que impulsionou o desenvolvimento do capitalismo no Brasil.

Dentro da História Geral o professor sugere atenção especial aos movimentos de classe e suas correntes políticas como o Iluminismo, Guerra Fria e Revolução Industrial.

“Também merece atenção a Comissão da Verdade e os atos da Ditadura Militar. Todos esses temas citados são cruciais. É importante para o candidato ler atentamente o enunciado da questão e tentar tirar o máximo do texto para compreender o que está sendo pedido. O candidato tem que procurar saber qual o contexto de cada época para fazer uma melhor associação. Uma boa leitura e embasamento teórico garantem o sucesso na prova”, destacou.

Geografia

Para o professor Mário Jorge, quatro temas fundamentais são cobrados dentro das questões relacionadas à Geografia: Economia, Agropecuária, Meio Ambiente e Questões Humanas. Dentre os aspectos econômicos devem ser abordados as fontes de energia, produção e evolução tecnológica do setor e ainda a sustentabilidade e problemas ambientais relacionados ao uso dessas fontes.

O comércio internacional e o Brics – grupo de países emergentes – também estão entre os temas cobrados e dentro desse contexto o professor destaca os países que apresentaram crescimento econômico como a China e o Brasil.

A Agropecuária, o desenvolvimento desse setor e a expansão da fronteira agrícola da soja com a chamada região Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) merecem atenção do candidato, assim como o tema Meio Ambiente com os problemas urbanos, produção elétrica, atividade agrária e as convenções como o Rio +20.

“Questões humanas como Mobilidade Urbana, emprego, crescimento das cidades e os problemas da atualidade também são cobrados. Dentro das questões mais atuais estão a quase guerra na Correia do Norte, retomada dos problemas com a Síria e ainda as manifestações pelo Brasil”, destacou o professor.

Sociologia

De acordo com a professora Jane de Oliveira, política, cultura e os movimentos sociais que surgiram a partir das redes sociais na internet, são os temas que devem pautar as questões relacionadas à atualidade.

Para esta abordagem, a dica da professora é a leitura do que vem sendo produzido pelo sociólogo espanhol Manuel Castells, autor do livro ‘A Sociedade em Rede’ e considerado um dos grandes estudiosos sobre a ebulição dos movimentos sociais a partir da internet.

“Esse é um tema que vem sendo cobrado desde 2010 e que deve estar presente nessa edição. Na internet há um bom material produzido pelo sociólogo e que deve ser importante para compreender esse tema”, destacou a professora.

Dentro do contexto político deve ser avaliada a relação entre os poderes e a judicialização da vida política. O trabalho na contemporaneidade e sua flexibilização, também merece atenção. A indústria cultural, a questão indígena no Brasil e ainda as comunidades quilombolas.

Da Redação                                                                                       Fonte: G1


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