Em um ano, 141 pessoas morreram no trânsito em Teresina

Matéria publicada em, 1 de julho de 2016

Entre julho de 2014 e junho de 2015, 141 pessoas morreram em virtude de acidentes de trânsito em Teresina. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Projeto Vida no Trânsito (PVT), da prefeitura da capital. Neste tempo foram acompanhados 127 acidentes e os homens seguem como as maiores vítimas (86,7%) e motos estão envolvidas em 65,4% das mortes.

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De acordo com a gerente de educação de trânsito da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), Samyra Motta, a análise mostra o perfil do acidente e acidentado, e ainda os fatores envolvidos na cena do acidente.

“Nesta semana perdemos dois jovens vítimas da imprudência no trânsito. Fatos como este mostram, mais uma vez, o poder destrutivo da combinação de dirigir após a ingestão de álcool e com excesso de velocidade. Este comportamento não pode ser tolerado e não podemos perder mais pessoas para esse tipo de situação”, disse.

Os dados foram apresentados por representantes da comissão de análise de acidentes e  pelo  representante  do Ministério da Saúde, Lisandro  Abulatif, ao prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB).

Durante o um ano em que o Projeto Vida no Trânsito acompanhou os acidentes com morte em Teresina, ficou constatado que as motos estão presentes em 65,4% dos acidentes, seguido por veículos leves (15,4%), pedestres (13,5%) e ciclista (4,8%). Além disso, a maioria das vítimas são homens entre 26 e 35 anos.

O acompanhamento mostrou também que as principais condutas de risco foram velocidade e condutor inabilitado. Sobre os fatores que agravam a severidade do trauma, o estudo aponta o não uso de capacete e do cinto de segurança.

De acordo com o prefeito, o material servirá como base para que sejam feitas as intervenções necessárias para a redução desses índices. “Precisamos realizar ações de educação, mas também necessitamos que a fiscalização seja intensificada. Vivemos numa cidade com regras e, para que a gente não perca nossos filhos e pessoas queridas é preciso que essas regras sejam respeitadas por todos, pois somente assim teremos uma cidade melhor para se viver”, finalizou.

Fonte: G1/Piauí


Revista Opinião