Docentes da Uespi rejeitam proposta e mantêm greve; governo pede ilegalidade

Matéria publicada em, 1 de junho de 2016

Professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) decidiram em assembleia nesta quarta-feira (1º) rejeitar a proposta do governo e manter a greve em sete campi. Segundo a presidente da associação dos docentes, Lina Santana, as negociações com o governo não avançaram durante os 44 dias de paralisação.

uespi

Durante assembleia, os docentes analisaram a proposta do governo de garantir R$ 25 milhões para a instituição, regularização do nível da categoria com o pagamento em duas parcelas, aumento de bolsas acadêmicas e a criação de uma comissão para acompanhar o concurso público para efetivo.

“O governador ainda não apresentou nenhuma proposta que agradasse a categoria. Estamos há três anos sem reajuste e o governo nos nega a oportunidade de discutir sobre isso, ferindo a lei. As negociações de pontos importantes para os docentes como a questão salarial e o pagamento do retroativo das promoções e progressões continuam sem avanço, por isso vamos continuar a greve”, declarou Lina Santana.

Apenas docentes do campus de Floriano decidiram pelo fim a greve e retornaram na terça-feira (31) aos trabalhos. Ao final da assembleia, a presidente da Associação dos Docentes do Ensino Superior da Uespi (ABCESP) prometeu visitar os campi que não aderiram ou deixaram a greve.

A comissão dos professores vai enviar um ofício ao governo para comunicar da continuidade da greve. Já o Governo do Estado informou que aguarda o resultado da reunião dos docentes.

Servidores retornam
Enquanto o impasse entre os docentes continua, os servidores técnico-administrativos decidiram por fim a greve após 40 dias paralisados. A representante da categoria, Leda Simone, frisou que a decisão veio após aprovação do reajuste salarial na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).

Em sessão plenária segunda-feira (30), os deputadores estaduais aprovaram o reajuste salarial proposto pelo governador Wellington Dias aos servidores da Uespi. Pelo projeto, os reajustes serão concedidos para três classes e cinco padrões (letras). O nível fundamental inicia com R$ 880 (classe I Padrão A) e alcança R$ 1.046,67 (classe III Padrão E). O nível médio começa com R$ 994,72 e chega a R$ 1.969,48. Já o nível superior tem  R$ 1.637,72 para o classe I Padrão A e R$ 3.732,49 para a classe III padrão E.

“Vamos retornar ao trabalho, mas esperando que a tabela proposta seja cumprida. Caso o reajuste de junho não seja cumprido, realizaremos nova assembleia para decidir o retorno da greve”, completou Leda Simone.

Governo acusa intransigência e pede ilegalidade da greve dos docentes

Após a decisão dos professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) de continuar com a greve, o governo do estado pediu na Justiça nesta quarta-feira (1º) a ilegalidade da paralisação que já dura 44 dias. Para o secretário de administração, Franzé Silva, o estado atendeu todas as demandas e os docentes têm sido intransigentes.

“Para a pauta que a categoria apresentou o Estado já deu todas as respostas possíveis. E diante da intransigência do movimento, o Governo precisa tomar uma medida de proteção aos alunos que estão sem aulas há mais de um mês. Por isso, mostraremos ao judiciário que as respostas às pautas reivindicadas já foram ofertadas e que a greve ainda não encerrou”, disse.

A presidente da Associação dos Docentes da Uespi (ADCESP), Lina Santana, afirmou que ainda não foi oficialmente informada do pedido de ilegalidade e que o governo não atendeu e nem se pronuncia sobre duas pautas de reivindicação.

“Dois pontos importantíssimos não foram resolvidos. O nosso reajuste salarial que não recebemos há três anos e a progressão e promoções dos professores, um direito que está previsto na lei. Aliás, estamos judicilizando o governo para que cumpra com as progressões”, afirmou Santana

Governo diz que fez o que podia
A secretaria de administração afirma que o governo do Estado já se comprometeu a disponibilizar R$ 25 milhões para reparos e reformas nos campi; além de realizar as progressões salariais e a mudança de nível das categorias. “O governador Wellington Dias já se reuniu com uma comissão das categorias da Uespi. Ele garantiu R$ 25 milhões para a instituição fazer reparos e reformas nas estruturas de cada campi de acordo com a necessidade da comunidade acadêmica”, disse o secretário Franzé.

O gestor destacou ainda que os servidores e professores  foram retirados da Lei de Lotação, aprovada pela Assembleia Legislativa.

Outra demanda da Uespi é a progressão e mudança de nível de docentes e técnicos administrativos da instituição. A SeadPrev já propôs a homologação dos pedidos de promoção e progressão docentes em duas etapas: a primeira em junho e a segunda em outubro deste ano. Para os técnicos, o pagamento seria concluído em junho, sem a necessidade de parcelamento.

Servidores administrativos retornam
Enquanto o impasse entre os docentes continua, os servidores técnico-administrativos decidiram por fim a greve após 40 dias paralisados. A representante da categoria, Leda Simone, frisou que a decisão veio após aprovação do reajuste salarial na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).

Em sessão plenária segunda-feira (30), os deputadores estaduais aprovaram o reajuste salarial proposto pelo governador Wellington Dias aos servidores da Uespi. Pelo projeto, os reajustes serão concedidos para três classes e cinco padrões (letras). O nível fundamental inicia com R$ 880 (classe I Padrão A) e alcança R$ 1.046,67 (classe III Padrão E). O nível médio começa com R$ 994,72 e chega a R$ 1.969,48. Já o nível superior tem  R$ 1.637,72 para o classe I Padrão A e R$ 3.732,49 para a classe III padrão E.

“Vamos retornar ao trabalho, mas esperando que a tabela proposta seja cumprida. Caso o reajuste de junho não seja cumprido, realizaremos nova assembleia para decidir o retorno da greve”, completou Leda Simone.

Da Redação                  Fonte: G1/Piauí


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