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Brasil precisa quebrar o clima de pessimismo e intolerância, diz ministro de Dilma

Matéria publicada em, 17 de agosto de 2015

O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (17), ao avaliar a série de manifestações registradas na véspera contra o governo federal, que o Brasil precisa quebrar o clima de “pessimismo” e “intolerância” que, na avaliação dele, existe atualmente. Segundo o ministro, que participou na manhã desta segunda da reunião de coordenação política do governo federal, a presidente Dilma Rousseff irá intensificar, cada vez mais, o diálogo com a sociedade.

Ministro Edinho Silva

Ministro Edinho Silva

Edinho Silva foi o primeiro integrante do primeiro escalão a comentar os protestos que reuniram, neste domingo (16), milhares de brasileiros nas ruas de cidades de todas as regiões do país. Até então, o governo havia se limitado a dizer que as manifestações ocorreram “dentro da normalidade democrática”.

Na fala desta segunda, o chefe da Comunicação Social voltou a dizer que o Palácio do Planalto trata os protestos como fatos naturais de um regime democrático e avalia que as manifestações são “dentro da normalidade democrática”.

“O mais importante para o governo é que possamos quebrar o clima de pessimismo que existe no país. Medidas estão sendo tomadas para que isso seja superado em breve. Cabe, nesse momento, acreditar na força e no potencial do país. Temos de ter otimismo em relação ao que o país está fazendo. Em breve, o Brasil voltará a crescer”, ressaltou Edinho Silva em uma entrevista coletiva concedida, no Palácio do Planalto, ao final da reunião semanal da coordenação política.

O titular da Comunicação Social destacou que, além do cenário de pessimismo, o Brasil passa neste momento por uma atmosfera de “intolerância política, cultural e religiosa”. Para ele, a suposta intolerância não ocorre apenas por parte da oposição com o governo, mas também por parte dos partidos que integram a base aliada.

Edinho Silva defendeu que haja “otimismo” na população e pediu que a sociedade, os empresários e os movimentos sociais acreditem que o país alcançará a retomada do crescimento econômico.

“É um momento difícil da vida brasileira, que temos de trabalhar para que a gente possa desfazer esse ambiente de intolerância, porque o Brasil sempre foi, historicamente, um país com diversidade religiosa, cultural, regional e política. Então, temos que combater esse ambiente que está sendo criado para que o Brasil volte àquilo que sempre foi sua tradição: convivência democrática com a diversidade de pensamento e de expressão, de opções”, enfatizou.

Os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Senado, José Pimentel (PT-CE), estavam ao lado de Edinho Silva na coletiva. Eles também participaram da reunião de articulação política coordenada pela presidente da República com ministros do núcleo duro do governo e com o vice Michel Temer.

Oposição

Sentado ao lado do ministro Edinho Silva, o líder do governo na Câmara falou na entrevista que o sentimento de intolerância no país é “manipulado” pela oposição. O deputado petista criticou o “ódio” contra o governo e afirmou que esta situação “interdita o diálogo.”

“Este espírito de intolerância é manipulado em parte pela oposição, que semeia o ódio, um antídoto da democracia, forjada e construída nas lutas pelas Diretas Já e contra o regime militar. Essa intolerância não é saudável, ela interdita o diálogo, o contraditório e o valor fundamental que tem de estar sempre na democracia: a divergência. Agora, ainda bem que quem faz isso é uma minoria”, avaliou José Guimarães.

Para ele, a conotação ideológica muito forte dos protestos do fim de semana dificultam o diálogo entre a presidente e os movimentos presentes nas manifestações. O líder governista defendeu “humildade” e “tranquilidade” ao governo para poder colocar “o pé na estrada”.

“O PSDB convocou os atos [deste domingo] e houve propaganda partidária para isso. […] Portanto, parte do movimento, evidentemente, assumiu uma conotação ideológica muito forte. Assim fica difícil a presidenta dialogar.”

Fonte: G1


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