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Audiência Pública definirá o futuro do patrimônio histórico de São Francisco em José de Freitas

Matéria publicada em, 8 de maio de 2012

Diante da repercussão que está dando o caso em que envolve o litígio de algumas terras e imóveis da saudosa senhora Cândida Cunha, entre a Fundação que leva seu nome e a igreja católica, fomos até o fórum da comarca de José de Freitas, falar com o Dr. Lirton Nogueira Santos, saber realmente o que está acontecendo referente ao fato.

Juiz Lirton Nogueira, comarca de José de Freitas-PI

 

Dr. Lirton até agradeceu a oportunidade de tornar público o assunto, pois ele já ouvira diversas especulações a cerca do caso, onde segundo ele tais especulações não tem embasamento no que foi decidido. Segundo os representantes da Fundação, dona Candinha, como carinhosamente era chamada, deixou seus bens para a Igreja Católica administrar e, que os recursos financeiros provenientes dos seus bens haveriam de custear as despesas da manutenção da igreja de São Francisco (imóvel doado por dona Candinha para a própria Igreja Católica), como também custear outras despesas de cunho religioso e filantrópico. Porém esta mesma fundação alega que a igreja não vem respeitando o desejo de dona Candinha, e por este motivo fez o pedido via judicial para que a responsabilidade de administrar os bens da saudosa fosse-lhe repassada.

Templo de São Francisco em José de Freitas

 

Há algum tempo, diante da situação, a Dra. Zilnar Coutinho, juíza da comarca local que antecedeu Dr. Lirton Nogueira, tomou a decisão em favor de uma terceira instituição, ou seja, que nem a Fundação e nem a Igreja Católica iria gerenciar os bens deixados por Cândida Cunha, e sim uma outra instituição, porém ambas as partes não ficaram satisfeitas, mas só a fundação entrou com um recurso no Tribunal de Justiça do Estado solicitando a anulação da decisão da juíza local, ao mesmo tempo que pediu para ter o direito de gerir os bens em questão. Este recurso foi deferido pelo TJ a favor da Fundação. Agora cabe a ele como juiz desta comarca apenas fazer cumprir o que o TJ determinou, mas, entendendo a inconformidade da população freitense e como católico que é e, também em face da complexidade da ação e ampla repercussão dada ao caso, resolveu fazer uma audiência onde ficará esclarecido o papel de cada instituição envolvida na questão, objetivando cumprir a missão de se manter viva a memória histórica e a integridade religiosa daquele prédio onde funciona a igreja de São Francisco.

Por Aerton Tingaúna


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