Portal Revista Opinião

Até quando?

Matéria publicada em, 5 de junho de 2011

“Como cidadão politizado e formador de opinião, não me curvaria  diante de nenhuma autoridade política e de nenhuma celebridade, mas me curvaria diante de todos os professores e alunos do mundo. São eles que podem mudar o teatro social. São atores insubstituíveis nesse processo de um sistema falido.”

Os protagonistas da sessão de nove minutos pensam que a vida e suas atividades não são cíclicas. Ledíssimo engano, pois essa ideologia política deles só serve mesmo para quem apóia a imoralidade vigente, favorecendo gente que vive ou já viveu às expensas do erário público e que não cansa de carrear a merda existente no chiqueiro da safadeza pro imenso digestar de teorias sociológicas totalmente indefinidas .

Nada é totalmente seguro na existência humana, portanto devemos valorizar a vida muito mais do que o sucesso, ter consciência de que a vida é cíclica e que não há sucesso que dure para sempre e nem fracasso que seja eterno. Enquanto isso, existe o inocente laranja que, perante a magnitude de uma “incelença” qualquer, empresta seu nome para contas fantasmas ou empresas fictícias, dessas que participam de concorrência  pública. E isso em troca de merrecas financeiras que só atendem ao estômago e às necessidades urgentes de suas famílias. Por aqui a justiça é morosa e lenta, e de tal monta que tem gestor municipal que mesmo montado no poder responde a mais de meia dúzia de processos por desvios de verbas federais, mais de uma dezena de processos por improbidade administrativa, crime de agente público ….

Esta é uma pequena viagem pelo mundo imenso da corrupção e dos desmandos administrativos . É uma pena que nas terras brasílicas, até a língua pátria precisa ser manipulada e as palavras que antes tinham um significado passam a ter outro, para, também, se submeter às vontades escusas dos nossos novos tempos. Assim, política que antes significava sistema de governo ou habilidade de conduzir e aprovar ideias, ganha um novo conceito e passa a ser traduzida como o JEITINHO BRASILEIRO de comprar opiniões, calar a boca , quadrilhar pelegos e outras murmunhas  teúdas e manteúdas  com os cofres da viúva. E tudo isso a peso de ouro, mordaças reluzentes e douradas coladas sobre a boca da cafajestice, pra não deixar à mostra o sorriso de escárnio vindo da felicidade dos que estão no poder.

Diante disso, entendo que o bom político é, antes de tudo, um bom vendedor. É o que, com argumentos embasados, consegue convencer os seus contrários. É aquele que induz adversários  a repensarem velhos conceitos e admitirem o momento do novo. Mas por aqui o que temos são compradores que negociam com o dinheiro do povo.

Precisamos acabar com essa sordidez, perante o olhar mal informado do analfabetismo e da miséria existente. Mudar com coragem  e cuidado, humildade e ousadia. Mudar, tendo consciência de que a mudança é um processo gradativo e continuado, e não um simples ato de vontade.

Saberemos politizar o povo para não permanecerem na ditadura continuada de vinte anos de um vereador, pois quem bate no peito e diz que não leva desaforo pra casa, não decifrou o código de pensar na consequência de seus atos. Quem se orgulha de vomitar para fora tudo o que pensa, machuca quem mais deveria ser respeitado, além de não saber decifrar a linguagem do autocontrole.

Levei mais de nove minutos para produzir esse texto. Diferentemente dos representantes do legislativo, tenho consciência que liberdade e esperança são dois sentimentos de que a criatura humana não pode abrir mão. Deve, contudo, saber honrar o primeiro para ser merecedora permanente do segundo, pois ninguém aprisiona o espírito de um homem livre.

(Por: Armando Alves – Taxista e membro do Partido Verde de José de Freitas)


Revista Opinião
ESPORTES
ENTRETENIMENTO