Anvisa proíbe venda de lotes de extrato de tomate de cinco marcas

Matéria publicada em, 28 de julho de 2016

Quatro lotes de extrato de tomate das marcas Elefante, Predilecta, Amorita e Aro e um de molho de tomate tradicional da marca Pomarola foram proibidos nesta quinta-feira pela Anvisa por conterem pelo de roedor em limite acima do tolerado pela legislação. A proibição envolve a comercialização e distribuição dos produtos dos lotes reprovados. Os fabricantes deverão fazer o recolhimento dos estoques existentes no mercado.

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As decisões foram publicadas no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira. A resolução nº 1.995 proíbe a distribuição e venda do extrato de tomate da marca Amorita, fabricado pela empresa Stella D’Oro, lote L 076 M2P, válido até 01/04/2017. A resolução nº 1.996 proíbe a distribuição e venda do extrato de tomate da marca Predilecta lote 213 23IE, válido até 03/2017, e também do extrato de tomate da marca Aro, lote 002 M2P, válido até 05/2017. A Predilecta Alimentos é responsável pela fabricação dos produtos. A resolução nº 1.997 proíbe a distribuição e venda do molho de tomate tradicional da marca Pomarola, lote 030903, válido até 31/08/2017, e também do extrato de tomate da marca Elefante, lote 032502, válido até 18/08/2017. A Cargill Agrícola é a fabricante dos produtos.

As análises dos produtos foram realizadas pelo Laboratório de Saúde Pública de Santa Catarina (LA-CEN-SC) e baseadas na resolução RDC 14/2014, que define limites maiores de tolerância para matérias estranhas em alimentos e bebidas. Para produtos derivados de tomate, é tolerado 1 em 100g; canela em pó, 1 em 50g; chocolate e produtos achocolatados, 1 em 100g.

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O que dizem as empresas

A Cargill informou ter tomado conhecimento da determinação da Anvisa com relação aos lotes citados e que está trabalhando na adoção das medidas necessárias em decorrência de tal determinação. A empresa reitera o compromisso com o cumprimento de todas as normas de segurança dos alimentos e padrões de higiene. Assegura ainda que os produtos dos referidos lotes não oferecem qualquer risco à saúde de seus consumidores. A Cargill diz estar à disposição para os esclarecimentos que se façam necessários, e que os consumidores podem recorrer ao SAC 0800 648 0808) para o esclarecimento de dúvidas referentes aos produtos e lotes em questão.

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Em nota, a Predilecta Alimentos informou que o caso se trata de notificação realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina, acerca de lotes encontrado somente nessa região. A empresa mesmo não reconhecendo o defeito apontado, recolheu todos os produtos dos referidos lotes e tomou as providências que a legislação determina. Ainda de acordo com a empresa, o processo publicado no Diário da União está em fase de julgamento de recurso apresentado.

A Predilecta salienta que opera “dentro dos padrões nacionais e internacionais de acordo com a legislação vigente” e é auditada periodicamente por empresas e órgãos reconhecidos mundialmente.

“O controle de qualidade está presente em todas as etapas, desde o cultivo da lavoura até a saída do produto pronto. Toda embalagem possui um código que permite rastrear todas as informações referentes ao produto, desde o cultivo, até o processamento na indústria. O alto grau de automação de todas as linhas de fabricação, associada ao emprego de práticas de fabricação certificadas internacionalmente, eliminam as possibilidades de contaminação dos produtos”, acrescenta a nota.

Fonte: G1/o globo


Revista Opinião