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18 de abril, Dia Nacional do Livro Infantil: faltam espaços que incentivem o hábito da leitura para crianças e adolescentes em José de Freitas

Matéria publicada em, 18 de abril de 2014

Monteiro lobatoHoje, sexta-feira, 18 de abril, é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi criada em 2002 para homenagear o dia do nascimento do maior escritor latino-americano de livros infantis. Estamos falando de Monteiro Lobato, o principal escritor da literatura infantojuvenil brasileira e o criador de personagens memoráveis como a Boneca Emília, o Saci e toda a turma do fabuloso Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Para falar desta data, decidimos lembrar do fascínio que causa a leitura, principalmente no mundo infantojuvenil, e das dificuldades encontradas pelas crianças em obter um lugar específico para leitura. Conhecer novos lugares e personagens, imaginar, despertar a curiosidade, viajar… a leitura proporciona tudo isso aos leitores de qualquer idade. Além de levar conhecimento, o ato da leitura também entretém e até coloca um belo sorriso no rosto das crianças. Ler é um hábito que, se incentivado na infância, provavelmente será levado para toda a vida. Porém, se podado ali, certamente teremos adultos sem um pingo de gosto pela leitura. Por isso, pais, avós, tios, padrinhos e instituições têm que estar empenhados para estimular esse saudável e imprescindível hábito de leitura.

Em José de Freitas, a maioria de nossas crianças quando quer avançar na leitura, depende de empréstimos de livros na própria escola onde estuda. O que é pior, pouquíssimas escolas na cidade possuem um ambiente próprio para biblioteca. E mais: quando há esse lugar na escola, não lhe é dado a importância merecida, faltando o mais importante, um bom acervo de livros, e, no mínimo, um bibliotecário.

Lendo

Somos um país sem cultura pelo hábito da leitura, e não é agindo assim que iremos mudar essa realidade. Ao contrário, sem incentivo do poder público, e competindo com as tecnologias que atingem a todos os públicos nas escolas, como TVs, celulares, tablets, iPhones, etc, com seus inúmeros aplicativos, acentuaremos ainda mais esse desinteresse pelo hábito de ler.

Segundo dados do Ministério da Cultura, o índice de leitura do brasileiro é baixo: 4,7 livros por pessoa ao ano e 1,3 se tirar da conta os livros escolares e didáticos. Além disso, mais de 600 municípios não têm bibliotecas e, nos lugares que existem, muitas estão em situação precária de acervo e instalações, com baixo índice de utilização.

Em José de Freitas, para que as crianças se desenvolvam melhor e tenham contato com os livros, só mesmo através de projetos isolados de algumas escolas, que criam os seus chamados “projetos de leitura”, “salas de leitura”, “cantinhos da leitura” e similares.

Precisamos de bibliotecas públicas para que o interesse pela leitura seja um processo constante e comece desde muito cedo, só assim se formará uma legião de pequenos leitores fiéis, com a certeza de estar preparando adultos mais informados, críticos e instruídos no futuro.

Da Redação                                                                            (baseado em texto publicado no MSN Brasil)


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